Procuram-se pessoas jovens, criativas e inovadoras para viver de graça em ilhas paradisíacas da Europa. Garantem-se fundos de investimento para iniciar suas startups e auxílio de empreendedores experientes para tocar novos negócios em um país novinho em folha - política e economicamente independente de qualquer outro governo. Só não há ainda data confirmada para a contratação.

É que o Sui generis, um microestado privado idealizado por empresários canadenses, ainda não tem um endereço definido - nem prazo para sair do papel.

Precisam, primeiro, encontrar uma nação que tope vender um espaço de terra a eles.

Quatro possíveis lugares podem se transformar no país Sui generis: Açores (Portugal), Møn (Dinamarca), Golfo Kvarner (Croácia) e Hiiumaa (Estônia). Mas ainda não há nenhuma negociação em curso - apenas um estudo para avaliar a viabilidade de fundar o país em um desses lugares.

A intenção dos canadenses é construir uma nação bem diferente das outras: uma sociedade igualitária e livre. Sem impostos ou taxas, com espaços que estimulem a criatividade, num sistema de economia baseado na disseminação da informação.

Para manter essa sociedade, os moradores precisarão dedicar algumas horas diárias para reduzir os gastos do país, trabalhando em diversas atividades, como educação, contrução civil, administração.

E ainda ganham uns trocados por isso: o expediente gera renda suficiente para pagar o aluguel (apenas empresários dispostos a levar seus novos empreendimentos para Sui generis não pagam aluguel).

Os empresários acreditam que, em alguns anos, devem encontrar o lugar ideal e encontrar investidores interessados em comprar as terras e tirar o país utópico do papel.

Segundo eles, cidades como Songdo (construída do zero para ser uma zona de livre comércio e referência no mundo de negócios) na Coreia do Sul, mostram que a ideia poderia funcionar muito bem.

Texto atualizado às 14h05.

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