São Paulo - As emissões de gases de efeito estufa da China caíram pelo segundo ano consecutivo em 2015: uma queda de 1 a 2 por cento ante 2014, de acordo com uma análise feita pela ONG ambientalista Greenpeace com base em dados divulgados pelo Bureau Nacional de Estatísticas da China.

O resultado positivo foi motivado, em grande medida, pela redução do consumo de combustíveis fósseis e o aumento da participação de fontes renováveis no país.

No ano passado, a China reduziu seu consumo de carvão em 3,7 por cento ante 2014, e instalou 32,5 gigawatts (GW) de energia eólica e 18,3 GW de energia solar. Soma-se a isso, o recente abrandamento econômico do país, que também ajudou a reduzir as emissões totais.

A China é atualmente o maior emissor mundial de CO2, responsável por quase um quarto das emissões globais de gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global.

Na conferência climática da ONU em Paris, em dezembro passado, o país comprometeu-se a atingir o pico das suas emissões até 2030 e impulsionar as energias renováveis.

Segundo análise da ONG, estas estatísticas mostram que a China está a caminho de cumprir suas metas climáticas. Mas esse é um longo caminho. 

Apesar da pressão ambiental contrária crescente, o carvão continua sendo uma importante fonte na matriz energética daquele país, suprindo cerca de 66% da demanda total de energia.

Em geral, a maior parte das cidades com o maiores níveis de poluição encontram-se na província chinesa de Hebei, que é o lar de um grande número de usinas de energia movidas a carvão e outras indústrias, incluindo de aço e cimento, que queimam ao monte esse combustível de origem fóssil.

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