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Ahmed Shafiq denuncia o que considera de "perigo islamita", caso Mohamed Mursi fosse eleito
Cairo - Os egípcios estão convocados para comparecer às urnas no sábado e no domingo para eleger seu futuro presidente, em um segundo turno que terá a disputa entre Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, e Ahmed Shafiq, o último primeiro-ministro de Hosni Mubarak, o ditador derrubado na Primavera Árabe.
Mursi, que obteve 24,7% dos votos no primeiro turno, tem o sólido apoio da rede da Irmandade Muçulmana, a confraria islamita que já domina o Parlamento e que alguns temem que também chegue agora à Presidência.
Esse engenheiro de 60 anos, graduado em uma universidade dos Estados Unidos, tenta seduzir para além do eleitorado islamita e assegura que manterá as liberdades adquiridas após a revolução, que não obrigará as mulheres a utilizar o véu ou que vai garantir os direitos da minoria cristã.
Mas seu rival, Ahmed Shafiq, o último chefe de governo de Hosni Mubarak, não tem medo de atacar e denuncia o que considera o "perigo islamita".
A vitória de um islamita nas eleições presidenciais colocará "a nação em perigo", afirmou Shafiq após o anúncio dos resultados do primeiro turno, no qual obteve 23,6% dos votos.
Nos últimos dias, Shafiq acusou a poderosa confraria de ter organizado atos violentos durante a revolta contra o regime de Mubarak no início de 2011, ou de ser a responsável pelo ataque no fim de maio contra seu quartel-general de campanha no Cairo.
Em uma entrevista recente à AFP, Shafiq afirmou que os eleitores "cometeram um erro" nas eleições ao tornarem a Irmandade Muçulmana a primeira força do Parlamento.
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