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Acidente | 03/08/2012 20:05

Dois anos depois, mineradores do Chile se voltam para o islã

A maioria voltou a trabalhar, mas muitos afirmam que não conseguem superar o trauma

Ho/AFP

Mineiros soterrados no Chile, antes do resgate

Mineiros soterrados no Chile, antes do resgate: o segundo aniversário do acidente será celebrado no domingo na antiga mina San José

Santiago - Dois anos depois do desmoronamento que os sepultou a mais de 600 metros de profundidade, alguns dos 33 mineiros do deserto chileno do Atacama conseguiram se reinserir no mercado de trabalho, enquanto outros buscam consolo no sufismo, uma corrente do Islã.

Hoje, a vida dos protagonistas da tragédia que comoveu o mundo segue rumos diferentes. A maioria voltou a trabalhar, mas muitos afirmam que não conseguem superar o trauma.

O segundo aniversário do acidente será celebrado no domingo na antiga mina San José, em pleno deserto do Atacama, no norte do Chile, onde em 5 de agosto de 2010, um deslizamento sepultou 32 mineiros chilenos e um boliviano.

Uma grande cruz de cinco metros de altura, junto a um altar em homenagem à virgem da Candelária, padroeira dos mineiros chilenos, lembrará o início desta história sem precedentes. Durante 69 dias, 33 homens sobreviveram à escuridão, à umidade e ao calor intenso no fundo de uma velha mina de ouro e cobre.

"Na última vez em que nos reunimos, 80% de nós estavam reinseridos em alguma coisa", relatou à AFP o mineiro Juan Illanes.

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