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O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza anunciou que recebeu um pedido do Paraguai para enviar uma missão ao país e que a tinha aceitado
Washington - Os países da Organização dos Estados Americanos (OEA) demonstraram nesta quarta-feira que estão divididos em relação à crise política no Paraguai, apesar de o órgão ter decidido enviar uma missão para observar as eleições de 21 de abril de 2013.
Após quase quatro horas de debate, o Conselho Permanente da OEA fechou sem um consenso a nova sessão extraordinária sobre a situação do país sul-americano após o impeachment do presidente Fernando Lugo em um rápido julgamento político em junho deste ano.
No começo da reunião, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, anunciou que recebeu um pedido do Paraguai para enviar uma missão ao país e que a tinha aceitado, uma decisão que não requer o consenso do Conselho Permanente.
Se os recursos da OEA permitirem, a delegação chegará ao Paraguai provavelmente em novembro, ''seis meses antes das eleições'', explicou Insulza aos jornalistas. Ela será liderada ''por uma personalidade de alto nível de fora da organização, se possível, um ex-chefe de Estado''.
A missão, além de supervisionar o processo eleitoral, deverá ''promover o diálogo político e apoiar as reformas legais que possam evitar uma nova crise'' no país, onde ''persiste uma ruptura'' entre o atual governo de Federico Franco e os que defendem a legitimidade de Lugo como chefe de Estado, afirmou Insulza.
O secretário-geral apresentou aos representantes um novo relatório sobre o país, onde ''a situação do ponto de vista político é de plena normalidade'' e ''existem boas condições para se iniciar um diálogo político'', garantiu.
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