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Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso: para a chanceler alemã, o acordo permitirá ao euro restaurar sua "credibilidade"
Bruxelas - A Europa alcançou nesta sexta-feira um acordo para reforçar a disciplina fiscal na região, mas reduzido a apenas 23 dos 27 membros da União Europeia (UE), em consequência das divergências com a Grã-Bretanha, que não aceitou o plano estimulado por França e Alemanha.
"Os 17 membros da Eurozona somados a outros seis alcançaram um acordo intergovernamental", declarou o presidente da UE, Herman Van Rompuy, após o primeiro dia da reunião de cúpula europeia em Bruxelas, que terminou na madrugada desta sexta-feira.
Aquela que era definida por muitos como a "reunião do tudo ou nada" conseguiu bons resultados, segundo o Banco Central Europeu (BCE), França e Alemanha. Mas foi marcada por "grandes divergências", segundo a Grã-Bretanha.
"Preferíamos um acordo de 27 países da União Europeia. Mas não foi possível devido a nossos amigos britânicos", declarou o presidente francês Nicolas Sarkozy.
Mais uma vez a reunião demonstrou as divisões europeias. Mas nesta ocasião Grã-Bretanha, Suécia, Hungria e República Tcheca ficaram de fora do projeto de reforma regional.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, já havia ameaçado vetar uma reforma dos tratados que não levasse em consideração dos interesses de seu país, sede do maior distrito financeiro europeu.
"Se não podemos obter salvaguardas, é melhor ficar de fora", afirmou o premier conservador britânico, pressionado pela ala mais eurocética de seu partido.
"Foi uma decisão difícil, mas boa", declarou Cameron, que responsabiliza a Eurozona, principal sócio comercial de Londres, pelos males da economia britânica.
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