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Violência | 12/07/2012 13:45

Deserção de embaixador atinge regime sírio

Na noite de quarta-feira, Fares convocou o exército a "integrar imediatamente as fileiras da revolução", depois de ter desertado

©AFP/SANA

Mísseis são lançados na Síria durante manobras militares, em imagem divulgada pela agência de notícias oficial do país

Mísseis são lançados na Síria: Enquanto isso, em terra, as tropas sírias bombardearam intensamente o povoado de Treimsa, na província de Hama

Damasco - A primeira deserção de um embaixador sírio significa um duro revés para o regime de Bashar al-Assad, já ameaçado por um projeto de resolução apresentado perante o Conselho de Segurança da ONU que contempla mais sanções se Damasco não puser fim aos seus ataques.

Em Damasco, um comunicado do ministério sírio das Relações Exteriores anunciou que "Nawaf Fares foi destituído de suas funções e não tem nenhuma relação com nossa embaixada em Bagdá, nem com o ministério". Além disso, as autoridades sírias ameaçaram colocá-lo à disposição da justiça por suas declarações.

Na noite de quarta-feira, Fares convocou o exército a "integrar imediatamente as fileiras da revolução", depois de ter desertado, em um comunicado divulgado pela rede de televisão do Qatar Al-Jazeera.

Segundo Bagdá, Fares encontra-se atualmente no Qatar, um emirado particularmente hostil ao regime de Assad.

Sua deserção significa um duro golpe para o regime sírio, dias depois da de Manaf Tlass, um general próximo ao presidente Assad.

Fares foi nomeado em seu cargo no dia 16 de setembro de 2008, depois de quase 30 anos de ruptura de relações diplomáticas devido ao apoio de Damasco ao Irã em sua guerra contra o Iraque.

Membro da grande tribo sunita dos Uqaydat, implantada no leste do país, Fares começou como policial antes de trabalhar com os temidos serviços secretos, chegando a ser um dos chefes do partido Baath, governador e, por último, diplomata.

Este currículo provoca a desconfiança dos militantes, que se sacrificam há 16 meses pela revolução, e alguns consideram que pode se tratar de uma manobra dos ocidentais para selecionar personalidades aceitáveis para dirigir a transição.

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