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Imagem da TV síria mostra membros da forças de segurança em um confronto em Damasco
Moscou - O ministro de Reconciliação Nacional da Síria, Ali Haidar, pediu nesta terça-feira que a oposição armada largue as armas e disse que esta medida era uma condição indispensável para um diálogo com o regime de Bashar Al Assad.
''Todos que tiverem armas em mãos devem entregá-la. Desta forma, a situação voltará a seu estado natural e poderemos resolver os problemas políticos'', disse Haidar em entrevista coletiva.
Haidar, que fez as declarações após se reunir com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, acredita que ''deve ser criado um mecanismo para a entrega das armas ao Estado. Só depois disto existirá um terreno tranquilo para se sentar e negociar, para chegarmos a uma reconciliação nacional, que leve em conta os interesses de todos'', apontou.
O ministro encorajou todos os opositores que se encontram no exílio a retornarem à Síria, onde terão garantias para que contribuam para a solução dos ''problemas nacionais''.
Por sua vez, o vice-primeiro-ministro da Síria, Qadri Dzhamil, assegurou que Damasco está disposto a iniciar o diálogo e pensar em novas medidas para a reconciliação no país árabe entre as autoridades e a oposição armada.
Esse diálogo, acrescentou, deve incluir dois pontos fundamentais: a renúncia à violência em todas suas formas e a não ingerência exterior. ''Se alcançarmos um acordo nos dois assuntos, poderemos concordar no resto'', apontou.
Além disso, o vice-primeiro-ministro da Síria também destacou que a renúncia do presidente não pode ser uma condição para o início do diálogo entre ambas as partes em conflito.
Durante a reunião com Lavrov, o vice-primeiro-ministro sírio responsabilizou as ''dificuldades'' da Síria à ''ingerência exterior que impede que os próprios sírios solucionem seus problemas. O governo trabalha sob o lema da reconciliação nacional. Todas as partes devem aprender a assumir compromissos'', disse o responsável.
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