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Política | 03/08/2012 19:38

Cuba, Venezuela e Bolívia não apoiam resolução contra Síria

A Assembleia Geral aprovou por grande maioria resolução de condenação ao regime de Bashar al Assad, com apoio de 133 países

Stan Honda/AFP

Assembléia Geral da ONU

Assembléia Geral anual da ONU: 12 países votaram contra e 31 se abstiveram, entre eles o Equador

Nações Unidas - Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua votaram nesta sexta-feira contra uma resolução de condenação ao regime sírio na Assembleia Geral da ONU por considerar o texto ''desequilibrado'' e uma ingerência nos assuntos internos da Síria.

A Assembleia Geral aprovou por grande maioria uma resolução de condenação ao regime de Bashar al Assad, com apoio de 133 países, incluindo a maioria das nações latino-americanas. No entanto 12 países votaram contra e 31 se abstiveram, entre eles o Equador.

O embaixador de Cuba na ONU, Pedro Núñez Mosquera, disse em seu discurso antes de votar que a resolução é ''desequilibrada'' porque pode ''abrir a porta para uma intervenção estrangeira'' da qual ''já tivemos experiência em passado recente''.

''Precisamos do fim de todos os atos de violência, dos massacres e também dos atos terroristas que tiram vidas inocentes na Síria, por isso é necessário deter a transferência de armas e dinheiro aos grupos insurgentes'', acrescentou.

O diplomata cubano responsabilizou por tais práticas os ''Estados Unidos e seus aliados europeus'', que contam com ''políticas dedicadas a mudar regimes'' que traduzem seu objetivo de ''derrotar pela força governos soberanos''.

Cuba também acusou de ''manipulação'' o ''império midiático ocidental'' que cobre o conflito na Síria, segundo disse o embaixador, ''com propósitos políticos que incitam um brutal banho de sangue''.

Por sua vez, o embaixador da Venezuela na ONU, Jorge Valero, disse que a resolução não é objetiva e constitui uma intervenção nos assuntos internos de um Estado ''soberano e independente''.

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