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Osama bin Laden em vídeo do governo americano: criança teria sido a primeira pessoa a confirmar identidade de terrorista após a morte
São Paulo – A primeira pessoa que confirmou a identidade de Osama bin Laden após sua morte aos militares americanos que participaram da operação teria sido uma criança. A informação é um dos detalhes do livro “Não há dia fácil”, que chegou ao Brasil no início deste mês pela editora Paralela.
A publicação foi escrita por um dos militares que participou da operação. Ele usou no livro o pseudônimo de Mark Owen para detalhar a ação que resultou na morte do terrorista em maio de 2011.
Bin Laden foi morto no quarto do terceiro piso da casa onde se escondia. Logo após a execução, os militares viram duas mulheres e ao menos três crianças, que observavam a situação. Segundo Owen, um de seus companheiros tentou confirmar a identidade com uma das mulheres, identificada como uma das esposas do terrorista.
A mulher se referia ao homem como Sheik ou por pseudônimos. Diante da falta de confirmação, o militar decidiu perguntar para uma das crianças, uma menina. Ao ser perguntada sobre quem era aquele homem, respondeu rapidamente: “Osama bin Laden”. Só após a menina dizer o nome completo do terrorista é que a mulher confirmou.
Para que não houvesse chance de que o nome fosse dito mesmo sem ser Bin Laden, o militar que buscava a confirmação não citou o nome do terrorista em nenhum momento, evitando induzir uma resposta falsa.
Outro detalhe revelado no livro é que Osama bin Laden estaria desarmado no momento em que foi morto. O batedor disparou assim que viu um homem espiar por uma porta e, nos detalhes revelados no texto, o militar não diz em momento nenhum que o terrorista estaria portando alguma arma. O detalhe contradiz a versão oficial, de que o terrorista resistiu à prisão e estava armado.
O autor explica no livro essa e outras contradições da publicação. “Até agora, o que se informou sobre a missão para matar Bin Laden está errado. Mesmo os relatos que alegam ter tido acesso a informações exclusivas estão incorretos. Eu me sentia como se tivesse a obrigação de contar a história verdadeira”, afirma Mark Owen em seu epílogo.
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