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Diz livro | 11/09/2012 06:00

Criança foi a primeira a identificar Bin Laden após morte

Livro que chegou neste mês ao Brasil revela detalhes sobre operação que matou o terrorista

AFP

Osama bin Laden em vídeo do governo americano

Osama bin Laden em vídeo do governo americano: criança teria sido a primeira pessoa a confirmar identidade de terrorista após a morte

São Paulo – A primeira pessoa que confirmou a identidade de Osama bin Laden após sua morte aos militares americanos que participaram da operação teria sido uma criança. A informação é um dos detalhes do livro “Não há dia fácil”, que chegou ao Brasil no início deste mês pela editora Paralela.

A publicação foi escrita por um dos militares que participou da operação. Ele usou no livro o pseudônimo de Mark Owen para detalhar a ação que resultou na morte do terrorista em maio de 2011.

Bin Laden foi morto no quarto do terceiro piso da casa onde se escondia. Logo após a execução, os militares viram duas mulheres e ao menos três crianças, que observavam a situação. Segundo Owen, um de seus companheiros tentou confirmar a identidade com uma das mulheres, identificada como uma das esposas do terrorista.

A mulher se referia ao homem como Sheik ou por pseudônimos. Diante da falta de confirmação, o militar decidiu perguntar para uma das crianças, uma menina. Ao ser perguntada sobre quem era aquele homem, respondeu rapidamente: “Osama bin Laden”. Só após a menina dizer o nome completo do terrorista é que a mulher confirmou.

Para que não houvesse chance de que o nome fosse dito mesmo sem ser Bin Laden, o militar que buscava a confirmação não citou o nome do terrorista em nenhum momento, evitando induzir uma resposta falsa.

Outro detalhe revelado no livro é que Osama bin Laden estaria desarmado no momento em que foi morto. O batedor disparou assim que viu um homem espiar por uma porta e, nos detalhes revelados no texto, o militar não diz em momento nenhum que o terrorista estaria portando alguma arma. O detalhe contradiz a versão oficial, de que o terrorista resistiu à prisão e estava armado.

O autor explica no livro essa e outras contradições da publicação. “Até agora, o que se informou sobre a missão para matar Bin Laden está errado. Mesmo os relatos que alegam ter tido acesso a informações exclusivas estão incorretos. Eu me sentia como se tivesse a obrigação de contar a história verdadeira”, afirma Mark Owen em seu epílogo. 

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