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Inglaterra | 22/08/2012 20:18

Correa vê contradição em casos Assange e Pinochet

Correa lamentou que ''nem sequer'' foi dada a garantia de que o fundador do Wikileaks não será extraditado ''para um terceiro país''

©AFP / Dani Pozo

Rafael Correa, presidente do Equador

Rafael Correa, presidente do Equador: ''Então, com todo o respeito à Grã-Bretanha, sim, acho que existe uma clara contradição e um claro duplo padrão''

Quito - O presidente do Equador, Rafael Correa, comparou nesta quarta-feira a posição do Reino Unido no caso de Julian Assange com a que o país teve quando negou, em 2000, a extradição de Agusto Pinochet à Espanha e opinou que há ''contradições'' e ''duplo padrão''.

''Enquanto a extradição de um criminoso do nível de Augusto Pinochet, foi negada por motivos humanitários, dizem que têm a obrigação de extraditar Julián Assange'' à Suécia, disse Correa em um encontro com a imprensa estrangeira.

Correa lamentou que ''nem sequer'' foi dada a garantia de que o fundador do Wikileaks não será extraditado ''para um terceiro país, ''falemos claro, Estados Unidos, onde não há garantias de um processo justo e onde existe pena de morte e prisão perpétua por crimes políticos''.

''Então, com todo o respeito à Grã-Bretanha, sim, acho que existe uma clara contradição e um claro duplo padrão'', declarou o chefe de Estado, ao apontar que não conhece em detalhes o direito inglês e que em temas de concessão de extradições ''existe uma grande dose de discrição'' embora, no final, a decisão seja do governante.

Foi justamente o hoje ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, atualmente na equipe de defesa de Assange, que ditou em 1998 o processo do ex-ditador chileno Pinochet, que por esse motivo foi detido em Londres e requerido em extradição pela Espanha por crimes de lesa-humanidade.

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