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Caso Assange | 22/08/2012 18:49

Correa confirma que Equador está aberto ao diálogo

O governante, que concedeu asilo a Julian Assange, voltou a criticar o comunicado no qual o governo britânico advertiu o Equador da possibilidade de invadir a embaixada

Telám/AGÊNCIA BRASIL

Rafael Correa, presidente do Equador

Uma invasão à embaixada, especificou, seria ''algo intolerável que implicaria, de forma imediata, na ruptura das relações com a Grã-Bretanha''

Quito - O presidente do Equador, Rafael Correa, confirmou nesta quarta-feira que entrou em contato com funcionários britânicos para tratar o caso Assange e que espera ''retomá-los no mais alto nível'', ressaltando que está aberto ao diálogo.

''Apesar de não termos recebido nenhuma desculpa por parte da Grã- Bretanha e de ela não ter se retratado explicitamente desta ameaça ao planeta inteiro (...), estamos totalmente abertos ao diálogo'', afirmou Correa em encontro com a imprensa estrangeira em Quito.

O governante, que no dia 16 de agosto concedeu asilo a Julian Assange, fundador do Wikileaks, voltou a criticar o comunicado no qual o governo britânico advertiu o Equador da possibilidade de invadir a embaixada equatoriana em Londres para capturar o jornalista australiano, que está ali desde o dia 19 de junho.

''Nem sequer esperamos uma desculpa, mas pelo menos que se retratem'', afirmou a respeito do que qualificou como uma ameaça ''grosseira'' e ''tremenda'' do governo britânico, além de um erro diplomático ''terrível''.

Embora tenha insistido em sua disposição ao diálogo, disse que o Equador ''não negocia com princípios fundamentais, com valores, neste caso com os direitos humanos do cidadão australiano''.

Segundo Correa, o Equador quer uma garantia que Assange não seja extraditado a um terceiro país ou que seja concedido o salvo-conduto para que ele possa abandonar a embaixada do Equador em Londres, onde se refugiou para evitar ser enviado para a Suécia onde responderá por denúncias de abusos sexuais - acusações que nega.

''A Suécia disse ''nunca vamos extraditá-lo a um país que tenha pena de morte''... Maravilhoso. Já é um primeiro passo, mas que dê passos decisivos, que diga: ''não vamos extraditá-lo aos Estados Unidos'''', comentou.

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