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Desafios | 23/06/2012 17:09

Contração da economia é um dos desafios do novo presidente paraguaio

Péssima colheita de soja e perda dos principais mercados de exportação de carne por surtos de febre aftosa impulsionaram queda do setor agrícola e pecuária

Reuters

Ex-Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, aperta a mão do ex-vice e atual presidente Federico Franco, no feriado da independência Paraguaia (14/05/12)

Federico Franco: seu maior desafio como presidente do Paraguai será o de lidar com a retração da economia

Assunção - O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, tem apenas um ano pela frente para reverter uma queda do desempenho econômico do país que, no primeiro trimestre de 2012, sofreu uma contração de 2,6% do PIB com a baixa da atividade agrícola e pecuária.

A péssima colheita de soja e a perda dos principais mercados de exportação da carne bovina, após o surto de febre aftosa detectado em setembro de 2011, impulsionaram uma variação de -28,1% no setor agrícola e de -2,3 % na pecuária no primeiro trimestre do ano, segundo dados do Banco Central do país (BCP).

O relatório do BCP, divulgado em pleno 'julgamento político' que terminou ontem com a cassação de Fernando Lugo e posse de Franco, confirma as previsões do Banco para o 2012: queda de -1,5% do PIB, frente ao crescimento de 13,1% em 2010 e de 4,4% em 2011.

O novo governante, cuja legitimidade ainda é questionada por vários países vizinhos e parceiros comerciais, como Argentina, prometeu duas grandes ações durante seu curto mandato: uma solução 'imediata' ao velho conflito pela terra e uma política energética que fomente a industrialização do país.

Para o campo, Franco falou de soluções em lugares 'emblemáticos' como os campos de soja de Ñacunday, propriedade de um fazendeiro brasileiro é frequentemente ocupada pelos 'sem-terra', supostamente instigados por Lugo.

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