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Coreia do Norte | 10/04/2012 21:58

Conselho de Segurança da ONU alerta Pyongyang

A Coreia do Norte deve colocar em órbita um satélite de observação por meio de um foguete entre esta quinta-feira e a próxima segunda

©AFP / Stan Honda

A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, fala à imprensa na segunda-feira

Susan Rice: ''Se levarem adiante, a Coreia do Norte ficará ainda mais isolada e será ela quem mais sairá perdendo''

Nações Unidas - O Conselho de Segurança da ONU responderá ''de maneira crível'' a qualquer ato de provocação por parte da Coreia do Norte, diante do anúncio do lançamento de um foguete de longo alcance, afirmou nesta terça-feira seu presidente de turno, a embaixadora americana Susan Rice.

''Está claro que qualquer lançamento feito pela Coreia do Norte usando tecnologia para mísseis balísticos representará uma completa violação das resoluções do Conselho de Segurança. Como consequência, o Conselho terá de responder de maneira crível'', ressaltou diante da imprensa a diplomata americana.

Rice garantiu que os 15 membros do principal órgão internacional debateram nos últimos dias de maneira informal o anúncio de Pyongyang sobre a colocação em órbita de um satélite de observação e detalhou que estão todos de acordo de que se trata de ''um ato de provocação que os norte-coreanos não deveriam fazer''.

''Se levarem adiante, a Coreia do Norte ficará ainda mais isolada e será ela quem mais sairá perdendo, como fez no passado ao dar passos mal planejados, provocativos e que vão contra suas obrigações internacionais'', acrescentou a embaixadora americana, que preside neste mês de abril o Conselho de Segurança da ONU.

A Coreia do Norte deve colocar em órbita um satélite de observação por meio de um foguete entre esta quinta-feira e a próxima segunda, em um projeto que segundo o regime de Kim Jong-un tem fins científicos.

O lançamento, no entanto, violaria as resoluções 1.718 e 1.874 do Conselho de Segurança, que exigem a Pyongyang renunciar aos testes com tecnologia de mísseis balísticos.

Os planos do regime norte-coreano dispararam alertas em países da região, como Japão e Coreia do Sul, que veem na operação fins militares e provocaram as críticas de grande parte da comunidade internacional.

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