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Microfone de rádio: Segundo o Comitê, alguns proprietários e gerentes dessas emissoras de rádio apontaram que o fechamento foi ''em represália'' pelas críticas
Nova York - O Comitê para Proteção dos Jornalistas encaminhou documento nesta terça-feira ao Governo equatoriano, que indica sua ''séria preocupação'' pelo fechamento de 11 emissoras de rádio do Equador desde maio.
''Soubemos que mais da metade das emissoras fechadas criticaram o Governo'', explicou o diretor-executivo da entidade, Joel Simón, em carta ao superintendente de Telecomunicações do país sul-americano, Fabián Jaramillo Palacios.
O responsável pelo Comitê sediado em Nova York, que tem como sua principal bandeira a liberdade de imprensa, afirmou que embora o Governo tenha o direito de regular os meios de comunicação, também tem a obrigação de fazê-lo de forma ''transparente e imparcial''.
Após concluir que em algumas instâncias o órgão regulador equatoriano não cumpriu o devido processo garantido pela lei, Simón reiterou sua preocupação diante da possibilidade das emissoras terem sido censuradas.
Segundo o Comitê, alguns proprietários e gerentes dessas emissoras de rádio apontaram que o fechamento foi ''em represália'' pelas críticas e denunciaram que as autoridades querem entregar algumas das frequências a novas rádios comunitárias que apoiam ao Governo.
''Estamos preocupados já que estes fechamentos refletem uma tentativa de controlar o fluxo informativo, suprimir a discordância e ampliar o número de veículos pró-Governo'', lamentou Simón.
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