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Bruxelas - A Comissão Europeia alertou nesta quarta-feira que a situação humanitária na Síria tem se deteriorado rapidamente nas últimas semanas e pediu que a comunidade internacional se una para ajudar a população do país.
"Embora a ação humanitária não seja a solução para o conflito, não pode ser refém das diferenças políticas", disse a comissária de Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva.
Bruxelas espera que o Conselho de Segurança da ONU, que se reunirá no dia 30 de agosto, trate da recente "piora" da situação na Síria e das dificuldades que as organizações internacionais encontram para ajudar a população.
Kristalina insistiu na "necessidade da comunidade internacional se unir" e pressionar tanto o governo sírio como a oposição para que os ataques a civis sejam interrompidos e o trabalho das agências humanitárias seja facilitado.
Segundo a comissária, cerca de 2,5 milhões de pessoas necessitam de ajuda na Síria.
A Comissão, por enquanto, insiste que a melhor solução é ampliar o acesso das organizações internacionais ao território sírio e que, por exemplo, os opositores concordem com tréguas temporárias para permitir o atendimento de feridos.
Caso o pedido seja negado, outras alternativas, como o estabelecimento de corredores humanitários e de áreas protegidas dentro do país, poderiam ser postas em práticas, mas são praticamente descartadas por Bruxelas.
A primeira delas, segundo Kristalina, tem muitos inconvenientes no caso da Síria, com um conflito disseminado por todo o país. A segunda está sendo sugerida pela Turquia, e necessitaria de três condições que parecem muito difícil: um apoio unânime do Conselho de Segurança para intervir, a certeza de que essa zona segura só seja usada para fins humanitários e uma proteção militar internacional da área. "Se essas condições não forem cumpridas, pode ser mais um risco do que uma solução", assegurou.
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