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José Miguel Insulza: ''É necessário entendermos as consequências sobre a possibilidade de um país membro se encontrar nessa situação''
Washington - O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) iniciou nesta sexta-feira uma reunião que decidirá se o órgão convoca ou não uma reunião de chanceleres da América para tratar da crise entre Equador e Reino Unido por conta do asilo concedido pelo país americano ao fundador do site Wikileaks, Julian Assange.
O australiano, que seria extraditado para a Suécia, se refugiou na embaixada do Equador em Londres e pediu asilo ao país latino-americano alegando estar sendo vítima de perseguições políticas.
O Equador então concedeu o pedido ao fundador do Wikileaks, que só pode deixar a embaixada do país se ganhar um salvo-conduto do governo britânico. Diante do impasse, o Reino Unido ameaçou invadir a embaixada equatoriana em Londres para extraditar o réu.
No início da sessão extraordinária desta sexta-feira, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza disse que o debate não deveria ser concentrado no direito do asilo, mas na ''inviolabilidade dos locais diplomáticos'', e concordou que os chanceleres decidam sobre o assunto, que é de ''interesse comum''.
''É necessário entendermos as consequências sobre a possibilidade de um país membro se encontrar nessa situação. Acho que eles não gostariam que nenhum de nós estivéssemos passando por isso'', disse Insulza.
A proposta de resolução do Equador, que pede a convocação de chanceleres na próxima quinta-feira, dia 23, em Washington, exige que a maioria absoluta vote a favor, ou seja, 18 votos a favor entre os 34 países-membros da OEA com direito de voto.
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