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Fernando de la Rúa fala em Buenos Aires: cerca de 400 testemunhas se apresentarão nos tribunais da capital argentina durante o julgamento oral
Buenos Dias - O ex-presidente da Argentina Fernando de la Rúa (1999-2001) será o principal acusado em um julgamento que começa na terça-feira por suposto pagamento de subornos em 2000 no Senado para aprovar uma reforma trabalhista, que terá entre as 400 testemunhas a presidente Cristina Kirchner, então legisladora que votou contra a norma.
De la Rúa, de 74 anos, chega ao julgamento processado pelo suposto crime de "suborno ativo agravado e desvio de recursos públicos", que prevê penas de até dez anos de prisão.
O escândalo levou à renúncia do então vice-presidente Carlos Alvarez (centro-esquerda) e foi o gatilho de uma severa crise institucional, política e econômica, que levou à renúncia de De la Rúa, no fim de 2001, em meio a uma rebelião popular que deixou cerca de trinta mortos.
Junto a De la Rúa, no banco dos réus estarão seu chefe de inteligência Fernando de Santibañes; o ex-ministro do Trabalho Mario Flamarique; o ex-funcionário do Senado Mario Pontaquarto, que fez a denúncia do incidente; além de quatro ex-senadores, todos eles acusados pelo crime de suborno.
O ex-presidente, atualmente fora da política, era membro de um setor conservador da social-democrata União Cívica Radical (agora oposição), e a aprovação daquela lei, que eliminava direitos trabalhistas, era exigida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como condição para manter o apoio financeiro ao seu governo.
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