Aguarde...
CrimesAnistia elogia avanço contra impunidade na América Latina
DesastreVítimas de tornado estão perplexas sobre como sobreviveram
AtaquesEUA reconhecem terem matado 4 americanos no exterior
BombaIrã leva adiante usina nuclear que preocupa Ocidente
BlocoAliança do Pacífico não é retórica, diz chanceler colombiana
Reino UnidoSoldado morto e dois suspeitos feridos em ataque em Londres
DanosPrejuízo de tornado pode ultrapassar US$ 2 bilhões, diz EUA
Política Venezuela aprova crédito para comprar papel higiênico
RelatórioIrã acelera instalação de equipamento nuclear, diz AIEA
PresidenteObama viaja a Oklahoma para inspecionar danos por tornado
Tampa - Mitt Romney finalmente se sagrou oficialmente candidato presidencial do Partido Republicano dos EUA na quinta-feira, mas quem quase roubou a cena foi o ator Clint Eastwood, com sua confusa crítica contra o presidente Barack Obama -- dirigida a uma cadeira vazia.
Eastwood levou seu carisma e sua voz grave à convenção do Partido Republicano em Tampa, na Flórida, na qual foi incluído de última hora como orador com a missão de "esquentar" a plateia antes do discurso de Romney.
A aparição dele, incluindo o improvisado monólogo com o Obama imaginário na cadeira vazia, empolgou muitos espectadores, mas foi bastante criticada por observadores de todo o espectro político.
"Clint, meu herói, está parecendo triste e patético", disse o lendário crítico de cinema Roger Ebert no Twitter. "Ele não precisava fazer isso consigo mesmo." Mike Murphy, ex-assessor de Romney, tuitou: "Nota a arquivar: atores precisam de roteiro".
Eastwood, de 82 anos, ganhador do Oscar como ator e diretor, declarou apoio a Romney neste mês. Depois de subir ao palco sob a música-tema do clássico faroeste "Três Homens em Conflito" ("The Good, The Bad and The Ugly"), Eastwood iniciou um discurso em que, com feição impassível, se alternava entre as críticas mordazes contra Obama e declarações de apoio a Romney, a quem elogiou por sua atuação empresarial "impecável".
Mas em vários momentos ele parecia quase incoerente, saltando de tema em tema -- a economia, a guerra no Afeganistão, a prisão militar de Guantánamo. A certa altura, afirmou que "nunca achei que seria uma boa ideia que advogados sejam presidentes", aparentemente alheio ao fato de que Romney é formado em direito.
Num momento mais lúcido, Eastwood --entortando os olhos, com o rosto magro emoldurado por seus cabelos grisalhos e desalinhados-- disse à multidão inflamada: "Quando alguém não faz o trabalho, temos de mandar embora".
Ocasionalmente, ele dava uma bronca na cadeira vazia, mandando que o Obama imaginário "cale a boca".
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados