Oslo - Bilhões de pessoas poderão estar vivendo em meados deste século em regiões que estarão mais quentes do que suas médias históricas, criando assim uma "nova normalidade" que causaria profundas mudanças na sociedade e na natureza, disseram cientistas na quarta-feira.

As temperaturas num ano médio devem estar mais elevadas em 2047 - a margem de erro é de 14 anos para mais ou menos - do que no ano mais quente entre 1860 e 2005, caso as emissões de gases do efeito estufa continuem subindo, segundo um índice recém-criado. As áreas tropicais seriam afetadas antes das outras.

"Os resultados nos chocaram. Independentemente do cenário, as mudanças vão ocorrer logo", disse Camilo Mora, coordenador do estudo, da Universidade do Havaí. "Dentro da minha geração, qualquer que seja o clima ao qual estivermos acostumados, ele será coisa do passado." Os dados indicam que entre as primeiras cidades a serem afetadas estariam Manokwari, na Indonésia, que passaria a ter um novo clima já em 2020, e Kingston, na Jamaica, que chegaria lá em 2023, de acordo com o cenário que prevê uma mudança mais rápida.

No outro extremo, Moscou se descolaria da variabilidade histórica só em 2063, e Anchorage, no Alasca, em 2071.

No total, os cientistas estimam que 1 a 5 bilhões de pessoas estariam vivendo em regiões fora desses limites de variabilidade histórica.

Tópicos: Aquecimento global, Clima