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A noite de festa que deu origem ao escândalo foi um dia antes da chegada de Obama à cidade colombiana de Cartagena das Índias
Washington - O escândalo de prostituição na Colômbia envolvendo 12 agentes do serviço secreto dos Estados Unidos obrigou o diretor do grupo, Mark Sullivan, a defender nesta quarta-feira a integridade de seu departamento ante o Senado, que pôs em dúvida que o fato seja um caso isolado.
Em seu primeiro discurso ao Congresso desde que o escândalo veio à tona, em abril, Sullivan garantiu que o comportamento dos agentes envolvidos ''não é algo habitual'' e ''não representa o alto nível ético que pedimos a nossos quase 7 mil funcionários''.
No entanto, embora tenha enfatizado que seu departamento tem ''tolerância zero'' com este tipo de conduta e que em nenhum momento compromeu sua missão ou a segurança do presidente Barack Obama, o diretor do serviço secreto americano não conseguiu convencer os senadores.
A noite de festa que deu origem ao escândalo um dia antes da chegada de Obama à cidade colombiana de Cartagena das Índias para participar da Cúpula das Américas, realizada entre os dias 13 e 15 de abril. Por isso, segundo Sullivan, os agentes ainda não tinham sido informados de suas tarefas de proteção e nenhum deles tinha documentos confidenciais, armas, rádios ou dispositivo de segurança em seus quartos.
Ao assumir a palavra, o senador independente Joe Lieberman, presidente do Comitê de Segurança Nacional do Senado e responsável por convocar a audiência, manifestou desconfianças. ''É difícil para muita gente, inclusive eu, crer que uma noite os agentes que estavam ali para proteger o presidente, de repente, espontaneamente, fizesem algo que outros agentes nunca tinham feito''.
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