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Buenos Aires - Os chanceleres do Mercosul e países associados abordarão nesta quinta-feira, em Mendoza (oeste da Argentina), um documento que incluirá uma dura condenação contra o impeachment de Fernando Lugo como presidente do Paraguai, e discutirão a criação de uma área de livre comércio com a China.
"Está previsto que os chanceleres elaborem um documento de condenação ao Paraguai pela destituição de Lugo, que logo será apresentado aos presidentes" em seu encontro da sexta-feira, confirmou esta quarta-feira à AFP uma fonte da chancelaria argentina.
Lugo decidiu não participar da cúpula presidencial do Mercosul, da qual o Paraguai foi suspenso, alegando que não quer influenciar as decisões adotadas pelas presidentes brasileira, Dilma Rousseff; e argentina, Cristina Kirchner; e seu colega uruguaio, José Mujica, os outros parceiros do bloco.
Também assistirão presidentes ou ministros de Chile e Bolívia (associados), Venezuela, Peru, Equador e Colômbia.
No entanto, o Paraguai não sofrerá sanções econômicas do Mercosul, que absorve 55% das exportações paraguaias, segundo o Banco Central daquele país.
Após a cúpula do Mercosul, em um luxuoso hotel da cidade de Mendoza, ao pé da cordilheira dos Andes, se reunirão os ministros das Relações Exteriores da Unasul, mecanismo político que abarca os 12 países da região para emitir um documento de reprovação às novas autoridades paraguaias, confirmou a fonte.
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