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A cerveja tem sido assunto recorrente nos compromissos eleitorais de Obama nesta semana. Na terça-feira, ele disse num evento na localidade de Waterloo que havia almoçado costeleta de porco e cerveja na Feira Estadual de Iowa. Um gaiato, vendo a cena, gritou "Four more beers?" ("mais quatro cervejas?"), num trocadilho com a expressão "four more years" ("mais quatro anos", período do eventual segundo mandato do democrata).
O gosto pela cerveja contribui para que Obama transmita uma imagem de homem do povo - algo que seu rival republicano, Mitt Romney, não poderia fazer, já que segue a religião mórmon e, como tal, não consome álcool.
Mas o democrata não é o primeiro presidente dos EUA a ser um apreciador assumido das bebidas alcoólicas. Os pais fundadores usavam várias delas - cerveja, whisky ou ponche de rum - durante suas campanhas eleitorais. George Washington, primeiro presidente do país, fazia promessas eleitorais enquanto seus possíveis apoiadores se embebedavam; depois do mandato, tornou-se o maior fabricante de whisky da jovem nação.
Na época de Thomas Jefferson, a Casa Branca estava sempre abastecida com vinhos importados. Franklin D. Roosevelt gostava de tomar martinis, e Bill Clinton bebia vodka Grey Goose com gelo no Café Milano, na capital.
Nem mesmo durante a Lei Seca (1920-23) a Casa Branca ficou totalmente sóbria. Na época, o presidente Warren G. Harding escondia uma vasta coleção de garrafas que abasteciam seus famosos coquetéis.
Garrett Peck, historiador que pesquisa a relação dos norte-americanos com o álcool, disse que uma foto de Ronald Reagan com uma taça de vinho branco se tornou um "momento definidor" na aceitação do consumo de álcool pelos presidentes. Segundo ele, o hábito vem se tornando mais aceitável, e dessa forma mais presidentes passaram a ser vistos bebendo.
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