Islamabad - Pelo menos cinco pessoas morreram nesta sexta-feira após um bombardeio de um avião não-tripulado dos Estados Unidos contra uma casa situada na zona tribal do Waziristão do Norte, no noroeste do Paquistão.

A incursão do avião, que lançou dois mísseis, aconteceu em Danda Darpakhel, perto da capital do distrito, Miransha, onde ontem um ataque similar causou a morte de outras três pessoas, segundo os jornais "Geo" e "Express Tribune".

Neste ano foram registrados no total 20 bombardeios que provocaram a morte de 130 pessoas, números muito menores que os dos últimos anos no que se refere a este tipo de operações aéreas dos EUA em solo paquistanês.

Desde 2007, antes da eleição de Barack Obama como presidente americano, o número de ataques com os chamados "drones" superava os 30 por ano.

Os controvertidos ataques com aviões não-tripulados geram cada vez mais vozes críticas dentro do Paquistão e também de organizações internacionais de direitos humanos e inclusive de responsáveis das Nações Unidas pela morte de civis.

Na terça-feira passada, os familiares de uma vítima civil de uma destas operações aéreas no Paquistão testemunharam perante o Congresso dos EUA pela primeira vez para pedir o fim desses ataques.

O caso dessa família e outros similares motivaram a Anistia Internacional a denunciar em um relatório publicado, há uma semana, a falta de transparência do governo dos EUA e a existência provada de vítimas civis nos ataques com "drones".

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