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Blatter: "se eles (o Congresso) não quiserem que eu continue, sairei tranquilamente. Mas os lembro que eu fui eleito pelo Congresso"
Redação Central - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou nesta terça-feira que não pensa em renunciar ao cargo, mesmo após as críticas recebidas por ter acusado a Alemanha de pagar suborno para conseguir sediar a Copa do Mundo de 2006, algo que depois o dirigente negou que tenha declarado.
"Não basta que alguém da imprensa fale em renúncia. Se quiserem minha renúncia, peçam ao Congresso da Fifa. Se eles (o Congresso) não quiserem que eu continue, sairei tranquilamente. Mas os lembro que eu fui eleito pelo Congresso", declarou Blatter na entrevista coletiva concedida após uma reunião do executivo da entidade.
Diante do pedido de um eurodeputado alemão para que Blatter devolva a Ordem do Mérito, a mais alta condecoração civil da república alemã, que lhe foi concedida em 2006 pela chanceler Angela Merkel, o presidente da Fifa não quis entrar em polêmicas.
"Não vou entrar em discussão sobre isso. Se eles decidirem retirá-la de mim, que a retirem", esbravejou.
Blatter anunciou nesta terça que o Comitê Executivo aprovou por unanimidade os novos Códigos de Ética, que regerão as atuações do organismo a partir do próximo dia 25.
O suíço anunciou também o nome dos presidentes dos dois organismos da Comissão de Ética. O primeiro se encarregará da instrução dos casos que chegarem à associação e será presidido pelo americano Michael J. Garcia. O segundo se encarregará das funções de decisão e será dirigida pelo alemão Hans-Joachim Eckert. O cargo dos presidentes desses órgãos e de seus componentes durará até o próximo Congresso da Fifa.
Além disso, Blatter anunciou como novidade que os processos por suborno e corrupção não prescreverão. Sobre o caso ISL, o dirigente preferiu não fazer declarações argumentando que o assunto "não estava na ordem do dia".
A Fifa, em uma nota de imprensa, confirmou que os documentos do caso serão entregues para exame aos novos órgãos de instrução.
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