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Bicicleta: com ruas tradicionalmente movimentadas por carros, ônibus e caminhões, a cidade de Santiago passa a ter aumento no número de ciclistas
Santiago - O Governo do Chile busca alternativas para o trânsito de Santiago desde que as ruas da cidade, movimentadas tradicionalmente por carros, ônibus e caminhões, dividem espaço com outro meio de transporte: a bicicleta.
O aumento das tarifas de transporte público, a redução no tempo de viagem, assim como a maior consciência ecológica dos cidadãos, são as principais causas da invasão de ciclistas pelas ruas mais transitadas da Santiago.
É o caso do editor de conteúdos de web, Miguel Soto, que pedala diariamente mais de cinco quilômetros para chegar ao escritório onde trabalha, no bairro de Providencia, no centro comercial da cidade.
A duração do trajeto até sua agência de publicidade é de 20 minutos. Se fosse trabalhar de carro, demoraria mais de uma hora e meia. "No meu caso, é por gosto e por economia de tempo e de dinheiro", disse.
Soto conta que, segundo seus cálculos, com a adoção da bicicleta é possível economizar algo em torno de 30 mil pesos (R$ 124,4) por mês.
De acordo com um estudo recente da rede chilena de shoppings Falabella, entre 2004 e 2011 as vendas de bicicletas aumentaram 145% no país.
"Santiago tem mostrado indicadores muito significativos em relação ao uso da bicicleta como método de transporte habitual", afirma Hernán Silva, responsável pela UyT, uma empresa de consultoria chilena especializada em projetos de desenvolvimento urbano.
A UyT publicou recentemente um estudo no qual contabiliza o número de bicicletas que passam por uma das ciclovias mais transitadas, entre às 8h e 9h. O resultado foi um fluxo de 180 ciclistas por hora, o que equivale a uma bicicleta a cada 20 segundos, 19% mais que em 2005.
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