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Itália | 15/09/2012 16:42

Berlusconi diz que depende da lei eleitoral para candidatura

Ex-primeiro-ministro sinalizou que pode retornar em 2013

Getty Images

Silvio Berlusconi

Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro da Itália

Roma - O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi afirmou neste sábado que, dependendo da lei eleitoral que estiver em vigor no próximo pleito de 2013, ele poderá apresentar novamente como candidato à Presidência do Governo.

'Tudo dependerá das condições que prevalecerão e de qual será a lei eleitoral em questão', afirmou Berlusconi ao embarcar em um cruzeiro organizado pelo jornal 'Il Giornale', de propriedade de sua família, que fará escala em vários portos italianos.

As próximas eleições gerais italianas estão previstas para ocorrer em 2013, enquanto os partidos políticos atualmente negociam uma mudança na lei existente, a chamada 'porcellum'.

A 'porcellum' é de 2005 e foi imposta pelo governo de Berlusconi para lhe garantir mais cinco anos no poder. No entanto, a medida acabou se rebelando contra seu próprio inventor, que perdeu as eleições de 2006 para o progressista Romano Prodi por menos de 25 mil votos.

Em 2008, esta lei permitiu que Berlusconi recuperasse o poder, que abandonou em novembro do ano passado, sendo substituído pelo tecnocrata Mario Monti. A atual lei garante à lista ou coalizão de listas mais votada, embora que por apenas um voto de diferença, a maioria absoluta na Câmara dos Deputados.

Além disso, a lei estabelece que para poder chegar ao plenário os partidos que estiverem sozinho devem alcançar um mínimo de 4% dos votos. Daí que a esquerda comunista e ecologista, pela primeira vez na história do Parlamento italiano, ficou de fora desta legislatura.

Nos últimos meses, os colaboradores de Berlusconi asseguraram que o magnata voltaria a ser candidato à Presidência do Governo. Em julho, o próprio Berlusconi assegurou que voltaria a se apresentar para não perder seus 18 anos de 'compromisso político'.

Berlusconi, que no próximo dia 29 de setembro completará 76 anos, também disse hoje que a Itália necessita 'uma guia de verdade' para governar o país e que é preciso acabar com 'esta política que leva o país irremediavelmente à recessão'.

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