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Ban Ki-moon: "Todos os líderes da China compartilharam a minha visão de que a situação é muito grave"
Pequim - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente da China, Hu Jintao, se reuniram nesta quarta-feira em Pequim e convieram que a situação na Síria é "muito grave", horas antes de uma reunião do Conselho de Segurança para pactuar a extensão da missão de observadores em Damasco.
Ban considerou muito positivos seus encontros com Hu e com o ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi.
"Todos os líderes da China compartilharam a minha visão de que a situação é muito grave", disse Ban em comunicado após as reuniões.
"Espero sinceramente que os membros do Conselho (de Segurança da ONU) sejam conscientes da urgência e que cheguem a uma ação coletiva com sentido da unidade. Não podemos continuar assim. Muita gente perdeu a vida durante um longo período de tempo", concluiu Ban.
Embora Ban e Hu tenham se mostrado de acordo quanto à gravidade da situação na Síria, a China apoia a Rússia em sua oposição a condicionar a prorrogação da missão da ONU (que expira nesta sexta-feira) no país árabe à imposição de sanções contra Damasco se o regime não cumprir certos requisitos.
De fato, um artigo publicado ontem por um diário oficial chinês sublinhava que Pequim se opõe ao "uso da força na Síria" e pedia, como faz tradicionalmente, "uma solução política para o problema sírio".
Enquanto a China (que junto à Rússia recorreu duas vezes a seu veto como membro permanente do Conselho para bloquear resoluções contra o regime de Bashar al-Assad) se defende em sua política de não ingerência em assuntos externos, Moscou resguarda sua aliança com a Síria, onde tem sua única base militar fora da órbita ex-soviética.
Oficialmente, Ban se encontra na capital chinesa para assistir à cerimônia de abertura do Fórum Ministerial de Cooperação China-África, que será realizado entre quinta e sexta-feira.
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