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As informações mostram que a Austrália não tem objeção à ida de Assange para os EUA
Sydney - A Austrália confirmou que seu posto diplomático em Washington, EUA, tem se preparado para uma possível extradição do fundador e editor-chefe do site de divulgação de denúncias WikiLeaks, Julian Assange, para território norte-americano, mas classificou o movimento como apenas "planos de contingência".
O ministro do Comércio australiano, Craig Emerson, destacou que a preparação não é algo fora do normal. "A embaixada está fazendo seu trabalho, apenas para estar em uma posição de aconselhar o governo, se acreditar que uma extradição é iminente. Não há evidências de tal esforço de extradição", disse Emerson à rede ABC. "Tudo que está acontecendo é que o posto em Washington está fazendo planos de contingência para o caso de tal acontecimento surgir", acrescentou.
As declarações do ministro foram feitas depois de relatos de que diplomatas australianos acreditam que Washington quer a extradição de Assange por causa de um possível processo por acusações que incluem espionagem e conspiração relacionadas ao site WikiLeaks. Citando informações diplomáticas de autoridades australianas, o jornal The Age afirmou que a embaixada australiana está levando a sério uma possível extradição de Assange para os EUA.
Segundo a reportagem, as informações mostram que a Austrália não tem objeção à ida de Assange para os EUA e pediu um aviso antecipado do governo norte-americano sobre qualquer decisão de intimar o acusado ou de levá-lo para o país. Emerson confirmou que a embaixada australiana tem avaliado o assunto, mas disse que não há evidência de que os EUA estejam se preparando para isso.
Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde junho e nesta semana recebeu asilo político do país sul-americano. As informações são da Dow Jones.
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