São Paulo - “É um dia histórico para o país e os muitos que lutaram bravamente para desafiar o estigma ao redor dos produtos de maconha medicinal. Os pacientes não serão mais tratados como criminosos”.

Esta foi a fala da Ministra da Saúde da Austrália, Sussan Ley, uma das vozes mais ativas na luta pela legalização da chamada maconha medicinal em seu país. O uso recreacional, no entanto, continua sendo proibido no país.

O parlamento aprovou a medida que autoriza o cultivo para fins medicinais da erva. Para os pacientes de doenças como Parkinson e epilepsia ou enfermidades terminais - como alguns tipos específicos de câncer - são os maiores beneficiados.

Enquanto as plantas da maconha poderão ser cultivadas legalmente na Austrália, ainda é incerto se elas estarão prontas para os pacientes usarem através de receitas médicas.

A campanha para a legalização foi encampada por Lucy Haslam, da United in Compassion. Seu filho, Daniel, morreu no ano passado após tratamento de câncer. Ela assumiu usar a maconha para controlar as náuseas e vômitos resultantes da quimioterapia.

"Daniel deve estar em paz hoje", disse Lucy. "Ele não queria morrer... mas saber que ele ajudou tantos australianos vai dar a ele uma sensação de paz. Ele ficaria orgulhoso".

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