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Julian Assange: o ministro do Meio Ambiente, Tony Burke, disse que o governo australiano não tinha conseguido até esse momento estabelecer contato com o equatoriano
Sydney - Representantes políticos, legais e grupos de defesa das liberdades pediram nesta sexta-feira que o governo da Austrália intervenha na disputa entre Londres e Quito em relação ao ativista Julian Assange, a quem o Equador concedeu asilo diplomático.
Além disso, um protesto foi realizado por um pequeno grupo de seguidores do fundador do Wikileaks em frente ao consulado britânico na cidade de Melbourne. Durante a manifestação os participantes exibiram cartazes com palavras de ordem como "Respeitem o asilo dado a Assange", uma decisão que foi elogiada pela Fundação de Sydney para a Paz.
O governo equatoriano outorgou nesta quinta-feira o asilo solicitado por Assange no dia 19 de junho na Embaixada do Equador em Londres, onde se refugiou para evitar sua extradição a Suécia, onde é acusado por crimes sexuais. O ativista teme que as autoridades suecas o enviem para os Estados Unidos.
O Reino Unido se negou a permitir a saída de Assange do país alegando que é sua "obrigação" extraditá-lo para a Suécia para que seja julgado.
"O Equador entende a natureza da justiça, mas os governos do Reino Unido, da Suécia e dos EUA parecem supor que os problemas podem ser solucionados pela força, ao não dar garantias sobre a segurança de Assange" afirmou a Fundação em comunicado que, além disso, pergunta: "Terá o governo da Austrália coragem para agradecer ao Equador ou se colocará do lado dos grandes batalhões?"
Até o momento, o governo da Austrália mantém que a disputa diplomática entre o Reino Unido e o Equador é um assunto de responsabilidade dos dois países.
"O papel da Austrália permanece inalterado", informou a assessoria de imprensa do ministro de Relações Exteriores australiano, Bob Carr.
Em um aparente convite para mediar a crise diplomática, o advogado especializado em direitos humanos e membro da equipe que defende o ativista australiano, Geoffrey Robertson, disse que o governo da Austrália pode contribuir para resolver a disputa.
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