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Sydney, Austrália: o relatório do comitê também recomendou uma espécie de cooperação com a Indonésia em tarefas de vigilância e resgate
Sydney - Com intenção de reduzir o fluxo de imigrante que chega à costa australiana de forma ilegal e precária, o governo da Austrália decidiu aumentar para 20 mil a sua cota anual de admissão de refugiados, anunciou nesta quinta-feira a primeira-ministra, Julia Gillard.
Com esta medida, proposta ao Executivo na última semana por um comitê de analistas, o país passará a receber 6, 25 mil refugiados a mais do que recebia até agora. Apesar de já ter sido aprovada, essa medida deverá entrar em vigor somente no início do próximo ano.
Desta forma, o governo pretende fazer com que as pessoas que se arriscam para chegar à Austrália passem a usar uma via legal, ou seja, sem recorrer às viagens clandestinas pelas costas do país e às redes dedicadas ao tráfico de seres humanos.
"A mensagem número um é se você conseguir um navio corre o risco de ser transferido aos centros de Nauru e Papua Nova Guiné. Mas, a mensagem número dois é para aqueles que permaneceram. Ou seja, haverá mais vagas disponíveis na Austrália", disse a chefe do Executivo em entrevista coletiva.
O aumento da cota de aceitação de refugiados foi anunciado após a aprovação de uma nova lei, a qual estabelece a abertura de centros de triagem em Papua Nova Guiné e Nauru para examinar os pedidos de asilo por parte dos imigrantes ilegais.
Em 2008, o Governo do primeiro-ministro Kevin Rudd, do Partido Trabalhista - agora liderado por Julia Gillard -, fechou o centro de Nauru, criado sete anos antes pela chamada "Solução do Pacífico", impulsionada pelo Executivo conservador de John Howard.
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