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Em tratamento | 04/05/2012 18:20

Ausência de Chávez gera dúvidas em eleições venezuelanas

A linha mantida pelo governo é de que não pode haver outro candidato que não seja Chávez

Anna Pelegrí, da

©AFP / Presidencia

Hugo Chávez acena antes de viajar a Havana, para radioterapia, dia 30

Hugo Chávez acena antes de viajar a Havana, para radioterapia, dia 30

Caracas - A prolongada ausência de Hugo Chávez em eventos públicos e a falta de informações sobre seu tratamento contra o câncer suscitam diversas especulações sobre o futuro político da Venezuela, incluindo as relacionadas à designação de um sucessor para o mandatário, a cinco meses das eleições presidenciais no país.

"Diante da falta de informação, todos os cenários são possíveis, inclusive a ausência de Chávez e a nomeação de um sucessor" nas eleições de 7 de outubro em que o presidente se mantém como favorito nas pesquisas, disse à AFP o presidente da empresa Datanálisis, Luis Vicente León.

A linha mantida pelo governo é de que não pode haver outro candidato que não seja Chávez, mas os nomes do chanceler Nicolás Maduro (49 anos), do vice-presidente Elías Jaua (43) e do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello (49), soam como eventuais substitutos do presidente nas eleições e são incluídos em muitas pesquisas.

Os dois primeiros são considerados da ala moderada dentro do chavismo, enquanto Cabello, um ex-militar que participou do fracassado golpe de Estado que Chávez liderou em 1992, tem um discurso mais radical contra a oposição.

Jaua será presidente do novo Conselho de Estado, órgão consultivo do governo, cuja criação anunciada esta semana foi interpretada por analistas como um passo para uma eventual transição.

Chávez, que tinha afirmado que encerraria na semana passada sua radioterapia contra o câncer, partiu novamente na segunda-feira para Cuba para "a reta final" do tratamento, sem adiantar a data de retorno nem oferecer dar detalhes.

Os venezuelanos foram se acostumando às idas e vindas noturnas do presidente a Cuba, onde desde março se submete à radioterapia contra um câncer recorrente, cuja natureza e gravidade são desconhecidas.

Sua conta no Twitter é praticamente o único meio de contato com o país e suas aparições públicas foram muito breves para um chefe de Estado habitualmente onipresente e hiperativo.

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