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Cartaz do partido de extrema direita Chryssi Avghi é pichado em ponto de ônibus de Atenas: as agressões racistas no país aumentaram de modo exponencial
Atenas - A Grécia anunciou que intensificará os controles legais aos imigrantes por conta do aumento dos ataques racistas perante a passividade das autoridades, que vem recebendo duras críticas da Anistia Internacional e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
A Polícia informou que estenderá a todas as cidades a micro-operação Xenios Zeus, que recentemente, no centro de Atenas, foi responsável pelo controle de quase 8.700 imigrantes e a detenção de 1.810 deles por carecer de documentos.
A operação policial levantou uma onda de críticas da oposição, assim como do Acnur e da AI.
"Embora a Grécia tenha o direito de controlar a migração, não tem o direito de tratar as pessoas na rua como se fossem delinquentes só pela cor de sua pele", reclamou a AI em comunicado.
Além disso, as agressões racistas aumentaram de modo exponencial, culminando no assassinato de um jovem iraquiano na entrada de uma mesquita clandestina em Atenas, no começo de agosto.
O aumento das agressões racistas provocou a reação do Acnur, que fala de ataques sistemáticos e organizados, assim como da total impunidade dos autores.
A Acnur lamenta que "as agressões racistas brutais e os crimes contra imigrantes e refugiados pela cor da pele, a religião ou o país de procedência sejam diários. Os autores destes atos organizados estão agindo desde março passado, em grupos, sem que as autoridades tenham tomado medidas para impedir sua ação", destaca a Acnur.
"Não dá para saber números concretamente, porque as vítimas têm medo de denunciar à Polícia. Os poucos que denunciam as agressões são ameaçados pelos policiais, que muitas vezes sequer aceitam a denúncia", declarou Yonus Mohamadi, presidente da comunidade dos Refugiados Afegãos na Grécia.
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