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Discriminação | 01/05/2012 10:08

Associação de anões das Filipinas quer próprio povoado em Manila

"Estamos pensando em desenhar casas em forma de cogumelo. Queremos atrair turistas", diz Perry Berry, presidente da Associação de Pessoas Pequenas das Filipinas

Little People Association of the Philippines Inc./Facebook

Perry Berry

Perry Berry: "O objetivo é vivermos todos juntos. Se tivermos um povoado para nós, poderemos nos livrar da discriminação que sofremos"

Manila - Uma associação de anões filipinos planeja formar um novo povoado nos arredores de Manila para fugir da discriminação e assegurar melhores condições de vida para as futuras gerações com a ajuda do turismo.

'O objetivo é vivermos todos juntos. Se tivermos um povoado para nós, poderemos nos livrar da discriminação que sofremos. Sonho com isso há muito tempo', afirma à Agência Efe Perry Berry, presidente da Associação de Pessoas Pequenas das Filipinas, formada por 46 famílias.

'Estamos pensando em desenhar casas em forma de cogumelo. E tudo o que tiver dentro será de acordo com nosso tamanho: as cadeiras, as mesas e os armários. Também devemos construir uma capela, um mercadinho e um restaurante... Queremos atrair turistas', explica Berry.

Este filipino, de 55 anos e 109 centímetros de estatura, resolveu apostar nessa ideia ao refletir sobre o futuro dos anões, já que muitos não recebem educação e nem oportunidades de se integrar na sociedade.

'Muitos não querem sair à rua porque sentem vergonha de sua aparência. Mas, se estivermos todos juntos, as coisas ficarão mais fácil e ninguém terá vergonha', afirma.

Recentemente, um empresário local ofereceu o uso de um terreno nos arredores de Manila para construir o desejado povoado, mas divergências legais sobre a titularidade do espaço acabaram cancelando a operação e frustrando os anões.

'Queremos esse terreno porque tenho medo do que poderá ocorrer com as futuras gerações quando eu não estiver mais aqui. Temos que estar protegidos', ressalta o cidadão filipino.

O núcleo dessa nova comunidade seria constituído por 46 famílias da associação, que, por sua vez, acredita que mais pessoas devem procurar o projeto.

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