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Asilo | 20/08/2012 14:45

Assange: Reino Unido diz que não vai facilitar salvo-conduto

O premiê garantiu que as conversas com o governo do Equador e outros países continuam, para que se chegue a "uma solução diplomática" ao caso

Em seu primeiro pronunciamento público, no domingo, na varanda da embaixada do Equador, o australiano pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que "renuncie à caça as bruxas" contra seu portal.

O advogado do ativista, o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, disse ontem que seu cliente exige "garantias mínimas" para responder perante as autoridades suecas, e pede que o Reino Unido lhe conceda um salvo-conduto.

O Ministério das Relações Exteriores britânico disse que essas "garantias" relativas aos direitos humanos do australiano, pelas quais o Equador expressou preocupação, já estão contempladas na legislação.

Em comunicado emitido na semana passada, o governo britânico afirmou que não aceita o princípio do "asilo diplomático" e lamentou que "inclusive no caso desses países que o reconhecem, este não deveria ser usado com o propósito de fugir dos processos regulares dos tribunais".

Assange foi detido em Londres em dezembro de 2010 por ordem da promotoria sueca, e sua extradição para o país escandinavo foi decidida por três tribunais britânicos, inclusive o Supremo.

A União das Nações Sul-americanas (Unasul) se uniu neste domingo à Aliança Bolivariana das Américas (Alba) para dar respaldo ao Equador.

A união é uma resposta à suposta "ameaça" que o governo de Quito diz ter recebido por parte do Reino Unido de invasão da sua embaixada em Londres para prender Assange. 

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