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Em seu primeiro pronunciamento público, no domingo, na varanda da embaixada do Equador, o australiano pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que "renuncie à caça as bruxas" contra seu portal.
O advogado do ativista, o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, disse ontem que seu cliente exige "garantias mínimas" para responder perante as autoridades suecas, e pede que o Reino Unido lhe conceda um salvo-conduto.
O Ministério das Relações Exteriores britânico disse que essas "garantias" relativas aos direitos humanos do australiano, pelas quais o Equador expressou preocupação, já estão contempladas na legislação.
Em comunicado emitido na semana passada, o governo britânico afirmou que não aceita o princípio do "asilo diplomático" e lamentou que "inclusive no caso desses países que o reconhecem, este não deveria ser usado com o propósito de fugir dos processos regulares dos tribunais".
Assange foi detido em Londres em dezembro de 2010 por ordem da promotoria sueca, e sua extradição para o país escandinavo foi decidida por três tribunais britânicos, inclusive o Supremo.
A União das Nações Sul-americanas (Unasul) se uniu neste domingo à Aliança Bolivariana das Américas (Alba) para dar respaldo ao Equador.
A união é uma resposta à suposta "ameaça" que o governo de Quito diz ter recebido por parte do Reino Unido de invasão da sua embaixada em Londres para prender Assange.
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