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Julian Assange dá declaração na sacada da embaixada equatoriana em Londres: futuro do fundador do Wikileaks ainda é impasse
Londres - Vivendo de refeições delivery em uma pequena sala dotada de uma esteira rolante para queimar as energias da frustração e de uma lâmpada bronzeadora para compensar a falta de sol, Julian Assange ainda assim conta com o bem material mais valioso para ele: um computador conectado à Internet.
O fundador do WikiLeaks se refugiou nove semanas atrás na embaixada equatoriana em Londres para evitar extradição à Suécia, cujas autoridades querem interrogá-lo quanto a um suposto estupro. Ele temia a prisão, e agora se vê vivendo como prisioneiro.
Mas seu amigo e parceiro britânico Vaughan Smith, que hospedou Assange em sua mansão no campo por um ano durante a batalha legal fracassada que este travou contra a extradição, afirmou que o australiano está mantendo o ânimo e desfrutando da liberdade virtual de seu computador.
"Ele parece estar aguentando bem. A chave para compreender Assange é que, se ele tem um computador, costuma estar feliz", disse Smith à Reuters depois de uma visita è embaixada, que ocupa um pavimento de um edifício de apartamentos no elegante bairro de Knightsbridge.
"O que mais o preocupa é a possibilidade de que não possa trabalhar direito -e é por isso que prefere uma embaixada a uma cela de prisão", acrescentou.
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