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A Kirin Holdings entrou no mercado brasileiro ao desembolsar US$ 2,5 bi por uma participação na Schincariol
Tóquio - Quando a gigante das bebidas japonesa Kirin anunciou no início do mês que entraria no capital da brasileira Schincariol, este foi mais um exemplo da crescente sede asiática pelos mercados e matérias-primas da América do Sul, em especial o Brasil.
Quase ao mesmo tempo, a chinesa JAC Motors anunciou um investimento de 900 milhões em uma fábrica no Brasil, em um novo projeto que associa dois dos cinco BRICS, o grupo de potências emergentes (os demais são Rússia, Índia e África do Sul).
A China, segunda maior economia mundial e consumidora voraz de energia, minerais e cereais, superou os Estados Unidos como o maior sócio comercial do Brasil e foi o principal investidor no país no ano passado, com uma injeção de quase US$ 30 bilhões.
Seu principal rival asiático, o Japão, terceira economia mundial, busca tanto na América do Sul como na China recursos naturais e novos mercados, já que a população nipônica passa por um envelhecimento e suas empresas são obrigadas a buscar consumidores em outras regiões.
"As empresas que dependem da demanda doméstica agora buscam no exterior, já que os mercados locais caem e não se pode esperar um grande crescimento no Japão", explica Hideyuki Araki, economista do instituto Resona Research.
Com importantes recursos naturais e investimentos estrangeiros cada vez maiores, "o Brasil é um dos membros do BRICS que registra maior crescimento", lembra Araki.
"A estimativa é que seu mercado de bebidas e a demanda por outros produtos cresçam", destaca.
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