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Evita Perón: sua morte prematura não fez mais que engrandecer sua popularidade e as torpezas da ditadura que derrubou Perón terminaram por alimentar o mito
Buenos Aires - Passados 60 anos desde sua morte, a Argentina ainda chora por Eva Duarte Perón, a Evita, uma figura mítica do peronismo, que ganhou força durante o mandato da presidente Cristina Kirchner e graças às graves divisões internas do justicialismo.
As distintas famílias peronistas lembrarão a data nesta quinta-feira separadamente com atos em todo o país.
Cristina Kirchner escolheu a província de Buenos Aires para afirmar, perante dezenas de milhares de pessoas, que seu governo retomou o legado ''eterno e único'' de Evita.
''Digam-me se não estamos fazendo as coisas para honrar o legado e esse mandato histórico que ela deixou para todo aquele que se sentisse peronista'', disse a governante à multidão arrastada pelo governo na cidade de José C. Paz.
Já o líder da maior central sindical do país, Hugo Moyano, liderou uma homenagem a Evita na qual ressaltou sua ''humildade'' em contraste com a ''soberba'' da presidente, antiga aliada e hoje uma ferrenha adversária.
Na capital Buenos Aires, centenas de admiradores marcharão na hora de sua morte, às 20h25 locais (mesma hora de Brasília) rumo à Plaza de Mayo, e até mesmo a direita, liderada pelo governo portenho, uniu-se à comemoração com conferências e até um desfile de moda.
A segunda esposa daquele que foi três vezes presidente da Argentina, Juan Domingo Perón, causou paixões e ódios, mas ninguém discute que ela marcou época, abriu passagem às mulheres na política e deixou um importante legado social.
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