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Vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, fala ao Senado argentino sobre expropriação da YPF
Buenos Aires - A petroleira espanhola Repsol deixou um prejuízo de 9 bilhões de dólares em sua filial YPF, afirmou nesta terça-feira o vice-ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof.
Ao falar no Senado sobre a decisão do governo argentino de expropriar 51% do total de 57% das ações da Repsol na YPF, Kicillof disse que o presidente da petroleira espanhola, Antonio Brufau, provocou uma dívida de 9 bilhões de dólares na filial argentina.
"Ele fala em excelente gestão, mas há uma dívida de 9 bilhões de dólares. As vezes se disfarça isto como investimentos, e Brufau nos diz que não tem dinheiro para investir...".
Sobre o pedido de indenização de 10 bilhões de dólares da Repsol pela expropriação da YPF, Kicillof disse que o Tribunal de Tarifas da Argentina será encarregado de estabelecer o valor.
"Mas estamos em condição de dizer que os números sobre o valor da companhia, que citam de maneira imprudente, serão revisados na medida em que vamos conhecendo as informações secretas que a empresa manejava".
Kicillof, economista de 40 anos, afirmou no Senado que a Repsol "baixou a produção de hidrocarbonetos porque Brufau nos pedia o preço internacional do petróleo e não o deixamos exportar mais".
O vice-ministro defendeu o tabelamento dos preços dos combustíveis para beneficiar os trabalhadores, a indústria e os transportes, visando manter o forte crescimento econômico registrado desde 2003.
Ligado ao grupo juvenil governista La Cámpora, Kicillof afirmou aos legisladores que a "Repsol distribuiu dividendos totalizando 15,7 bilhões de dólares entre 1999 e 2011", quando "gastou 13,158 bilhões para comprar a YPF".
Segundo a Argentina, a falta de investimentos da Repsol na YPF provocou a queda da produção no país e a necessidade de importação de combustíveis, que em 2011 custou 9 bilhões de dólares ao país.
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