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Em geral, os europeus e japoneses seguem confiando em Obama, embora menos que em 2009
Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sofreu uma queda de popularidade em casa devido ao lento desempenho da economia, e agora sua aprovação também caiu "significativamente" entre a comunidade internacional desde que assumiu o poder em 2009, segundo uma pesquisa global divulgada nesta quarta-feira.
A enquete, realizada pelo Projeto de Atitudes Globais do Centro de Pesquisa Pew, informou que a aprovação da política externa de Obama caiu 15 pontos percentuais na Europa, 19 pontos no Oriente Médio, 18 na Rússia e 30 na China.
Enquanto isso, a popularidade de Obama caiu 24 pontos na China, 13 no México, 9 no Oriente Médio, 6 na Europa e um ponto na Rússia.
A pesquisa, realizado entre 17 de março e 20 de abril, indicou que existe uma oposição a um dos elementos principais da política antiterrorista de Obama: os ataques de aviões não tripulados. A maioria dos países desaprova esses ataques contra líderes e grupos extremistas em países como Paquistão, Iêmen e Somália.
Dentro dos EUA, no entanto, 62% dos americanos aprova a campanha militar. Apesar do desapontamento com as políticas de Obama, o presidente ainda conta com um apoio "considerável" para sua reeleição no pleito de novembro, especialmente na Europa.
Em geral, os europeus e japoneses seguem confiando em Obama, embora menos que em 2009. Enquanto isso, a opinião pública nos países muçulmanos permanece "amplamente crítica" ao líder americano, segundo a pesquisa de 114 páginas.
A maioria das nações europeias segue qualificando positivamente os EUA, assim como Japão e Brasil. Na Espanha, por exemplo, 58% dos entrevistados tem uma opinião favorável aos EUA, em comparação com 32% contrários.
Enquanto isso, no México, a confiança em Obama caiu de 55% em 2009 para 42% neste ano, enquanto as opiniões favoráveis para os EUA também diminuíram de 69% a 56% nesse mesmo período.
A enquete destacou que a "era Obama" coincidiu com grandes mudanças nas percepções internacionais do poderio americano, em particular sua influência econômica. A crise financeira global e a constante ascensão da China, disse Pew, fizeram com que muitos países declarassem o país asiático como o líder econômico mundial.
Essa tendência é especialmente forte entre alguns dos aliados dos EUA na Europa. Em 2008, uma média de 45 nomeou os EUA como o líder econômico mundial, e só 22% disse o mesmo da China. Hoje, só 36% mantém essa opinião de EUA, enquanto 42% acredita que a China agora está na frente.
Assim, 62% dos alemães, 58% dos britânicos e 57% dos franceses e espanhóis nomearam à China como o "líder econômico mundial" nesta pesquisa. A enquete foi realizada em mais de 26 mil pessoas em 21 países, e a margem de erro varia segundo o país.
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