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Luanda, capital de Angola: Nas eleições legislativas de 2008, o MPLA recebeu mais de 80% dos votos
Luanda - A Angola realizou nesta sexta-feira sem incidentes suas segundas eleições desde o fim da guerra civil, há dez anos, embora a oposição tenha reiterado sua ameaça de impugnar o resultado das eleições gerais, nas quais aparece como grande favorito o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido do presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Os colégios eleitorais abriram na hora prevista (7h locais, 3h de Brasília), com longas filas de eleitores que esperavam impacientes desde antes da abertura, e fecharam às 18h locais (14h de Brasília).
As ruas de Luanda, normalmente cheias de carros, hoje estavam desertas e apenas se viam cidadãos com o dedo indicador direito manchado de tinta, o que mostrava que haviam votado.
A Polícia Nacional enviou 70 mil soldados que vigiaram, entre outros pontos, os 10.349 colégios eleitorais distribuídos pelo país, enquanto 1.500 observadores nacionais e 700 internacionais velaram pelo bom desenvolvimento das votações.
O dia foi marcado pela organização eficaz e pelo comportamento cívico dos eleitores, segundo constatou uma observadora da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a cabo-verdiana Teresa Amado.
"Se o processo continuar com essa organização, teremos um final positivo", ressaltou Teresa.
Cerca de 9,7 milhões de angolanos foram convocados para escolher os 220 deputados da Assembleia Nacional, nas terceiras eleições desde a independência de Portugal, em 1975.
Segundo a nova Constituição aprovada em 2010, que eliminou a eleição direta para presidente da república, o primeiro da lista do partido vencedor das eleições se tornará chefe de Estado, enquanto o segundo será vice-presidente.
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