Beirute - Vários comboios de ajuda humanitária entraram ontem à noite nas cidades assedias há vários meses de Madaya e Al Zabadani, ao noroeste de Damasco, e em Kefraya e Fua, no norte da Síria, informou o Crescente Vermelho nesta terça-feira.

Madaya, Fua e Kefraya receberam combustível, enquanto em Al Zabadani foi distribuído comida e remédios.

O Crescente Vermelho indicou que as caravanas foram organizadas em parceria com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e a ONU.

Em comunicado, a ONU confirmou que uma equipe conjunta desses organismos distribuiu combustível em Madaya, e outro distribuiu alimentos e remédios em Al Zabadani.

Por outro lado, um grupo do Crescente Vermelho Síria na província de Idlib, no norte do país, entregou combustível em Fua e Kefraya.

Em princípio a intenção era que equipes conjuntas de todas essas organizações entrassem nas quatro localidades, explicou a nota.

No entanto, a equipe de Fua e Kefraya teve que adiar sua missão e retornar a Damasco após receber informações das organizações armadas que operam ali que precisavam de mais tempo para garantir a segurança, e portanto só entraram membros do Crescente Vermelho Sírio.

A equipe conjunta da ONU, do CICV e do Crescente Vermelho continuará seus esforços para chegar a Fua e a Kefraya para avaliar as condições de seus moradores e responder de uma maneira melhor às suas necessidades humanitárias, acrescentou o texto.

Madaya e Al Zabadani estão próximas à fronteira com o Líbano e estão desde julho cercadas pelas forças do regime sírio e de seu aliado, o grupo xiita libanês Hezbollah.

Fua e Kefraya são duas cidades de maioria xiita da província de Idlib que estão rodeadas desde março pela Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda, e outras facções armadas.

Em algumas dessas povoações houve mortes por inanição. Somente em Madaya 35 pessoas morreram desde 1º de dezembro pela falta de alimentos em um hospital que recebe apoio da Médicos sem Fronteiras (MSF).

Mais de 260 mil pessoas morreram desde o início da guerra civil na Síria, em 2011, segundo a apuração do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Tópicos: Fome, Síria