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Cena do crime em Tucson: Loughner, que corria o risco de ser condenado à pena de morte em um julgamento, cumprirá pena de prisão perpétua.
Washington - O jovem Jared Loughner se declarou nesta terça-feira culpado pelo tiroteio em Tucson, Arizona (EUA), no ano passado, que deixou seis mortos e 13 feridos, incluindo a ex-deputada Gabrielle Giffords.
Loughner, que foi diagnosticado e tratado por esquizofrenia, foi declarado capaz de continuar o julgamento durante uma audiência no tribunal federal em Tucson (Arizona) e, pouco depois, sua defesa apresentou o argumento de culpabilidade que lhe permitirá evitar a pena de morte. O acusado se declarou culpado de 19 acusações criminais pela morte de seis pessoas e por ter ferido outras 13.
O juiz federal do Arizona responsável pelo caso, Larry Burns, perguntou a Loughner se entendia as acusações e o fato de que teria que cumprir prisão por isso e o acusado respondeu que entendia tudo que havia sido informado, segundo o jornal 'USA Today'.
Burns confirmou com Loughner e seu advogado, Judy Clark, que entendia que o acusado não poderia mudar seu testemunho de culpado para inocente, mesmo por razões de saúde mental.
Com acordo alcançado entre sua defesa e a promotoria, Loughner, que corria o risco de ser condenado à pena de morte em um julgamento, cumprirá pena de prisão perpétua.
Em março de 2011, Loughner, de 23 anos, se declarou inocente das acusações pelo tiroteio de Arizona e uma audiência posterior foi estabelecida para analisar se o acusado estava em condições mentais de enfrentar um julgamento.
Em maio de 2011, o processo criminal contra ele havia sido suspenso indefinidamente quando um juiz federal do Arizona declarou Loughner incapaz para um julgamento e o réu foi levado ao hospital psiquiátrico do sistema carcerário em Springfield (Missouri).
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