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São Paulo - A Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo. Somente lá uma jovem consegue fazer inúmeras aparições públicas ao lado do líder máximo da nação - Kim Jong-un, na foto à esquerda - e ninguém ter ideia se se trata da namorada, irmã ou qualquer outra coisa do chefe. Nem mesmo a idade do ditador o mundo conhece.
Não surpreende, portanto, que o país seja uma fonte inesgotável de boatos e curiosidades.
No mais recente exemplo, o mundo se esbaldou com o jovem líder sendo mostrado na televisão oficial em um show com a presença do Mickey, símbolo dos Estados Unidos, embora a Coréia não economize no antiamericanismo. E tudo sem autorização da Disney.
É sob esta perspectiva que o canal oficial norte-coreano no YouTube é um deleite para detratores ou admiradores do regime. O espaço é mantido por um órgão oficial desde 2010.
Há de tudo lá dentro, o que inclui mais personagens pirateados da Disney. Ou ainda a vistoria de Kim Jong-un a um supermercado, acompanhado por uma grandiosa trilha sonora.
A presença na web mostra uma tentativa da Coreia do Norte em vender sua imagem e ideal ao mundo. Mas o marketing precisa melhorar. Os quase quatro mil vídeos postados raramente ultrapassam 200 visualizações ou possuem comentários.
Em abril, a revista Wired criticou o template da página da agência de notícias do governo, que considerou do tipo “Geocities”, dos primórdios da Internet.
Clique nas imagens para conferir a safra recente de vídeos que a Coreia do Norte quer que você veja, sem saber, talvez, que o que se vê é bem curioso.
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