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São Paulo – A organização dos jogos olímpicos pode ser um divisor de águas para a cidade-sede. Além do óbvio estímulo ao turismo, a oportunidade pode ser aproveitada para resolver problemas estruturais do município, estimulando a revitalização de áreas degradadas, por exemplo.
Os países que realizaram os jogos entre 1980 e 2008 observaram um acréscimo de 0,7 ponto percentual em seu crescimento nos três anos anteriores à competição e também no ano dos jogos, segundo um estudo realizado pelo Itaú Unibanco em 2009.
Os últimos jogos (em Pequim e em Atenas) não são exatamente um exemplo de sucesso nessa área. Em Pequim, áreas de competição como o estádio Ninho de Pássaro e o Cubo d´água são subutilizados, atualmente. Na Grécia, a corrida para terminar as obras à tempo e os elevados gastos mostram suas consequências hoje. Montreal também terminou o evento endividada.
É claro que imprevistos e escorregões sempre acontecem, mas Atenas, Montreal e Pequim (e o Rio de Janeiro também) poderiam tirar boas lições das experiências das cidades que aparecem a seguir.
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