Noruega é o melhor país para se viver, diz índice da ONU

O Índice de Desenvolvimento Humano leva em conta a renda, a esperança de vida e o nível de educação dos países ao redor do mundo

Copenhague – A Noruega é mais uma vez o país onde melhor se vive no mundo, e a República Centro-Africana, o pior, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano divulgado nesta terça-feira pela ONU, baseado em dados de 2015.

Austrália, Suíça, Alemanha, Dinamarca, Cingapura, Holanda, Irlanda, Islândia e Canadá, empatada com Estados Unidos, completam os dez primeiros lugares da classificação elaborada anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e que leva em conta a renda, a esperança de vida e o nível de educação.

Na lista, que inclui 188 países e faz parte do relatório sobre desenvolvimento humano apresentado hoje em Estocolmo, o Reino Unido ocupa a posição 16, à frente de Japão (17), França (21), Itália (26), Espanha (27), Chile (38), Argentina (45) e Rússia (49), dentro do grupo de 51 países de desenvolvimento muito alto. Já o Brasil ocupa a posição de número 79.

Os últimos dez países da classificação, todos africanos, são, começando pelo pior, República Centro-Africana, Níger, Chade, Burkina Fasso, Burundi, Guiné, Sudão do Sul, Moçambique, Serra Leoa e Eritreia.

A Noruega também lidera a classificação do IDH ajustado pela desigualdade interna (IHDI), uma lista na qual se destacam de forma negativa entre os países do primeiro grupo Chile, Argentina, Coreia do Sul, Estados Unidos e Israel.

O Pnud ressaltou que o IDH global melhorou mais de 20% desde 1990, 45% no caso dos países menos desenvolvidos.

Por outro lado, o IDHI mostra que, considerando os indicadores de desigualdade, 22% do progresso nesse desenvolvimento foi perdido nos últimos 15 anos e que a maior perda recai nos países com menor desenvolvimento humano, com 32% de média.

Quanto ao Índice de Desigualdade de Gênero, outro indicador incluído no relatório, a Suíça é o país com menor desigualdade entre homens e mulheres, seguida por Dinamarca, Holanda, Suécia e Islândia, enquanto o Iêmen ocupa o último lugar de 159 países, atrás de Níger, Chade, Mali e Costa do Marfim.

Em nível mundial, o estudo revela que o índice de desenvolvimento humano médio é seis pontos percentuais menor para as mulheres, uma lacuna que cai para dois pontos nos países do primeiro grupo e aumenta para 15 nos de baixo desenvolvimento.

Quase 1,5 bilhão de pessoas nos países em desenvolvimento vivem no que o Pnud chama de pobreza multidimensional, um índice que leva em conta fatores como o acesso a água potável, combustível e serviços de saúde, assim como artigos domésticos e outros.

Desse número total, 54% vivem no sudeste asiático e 34% na África Subsaariana.

O relatório, batizado este ano de “Desenvolvimento Humano para todo o mundo”, ressalta que, apesar dos progressos gerais vividos nos últimos 15 anos, uma em cada três pessoas no mundo segue vivendo com baixos níveis de desenvolvimento e que mais de 300 milhões nos países avançados vivem na pobreza relativa.

O Pnud ressalta que, quase na totalidade dos países, grupos como mulheres, indígenas, minorias étnicas, incapacitados, imigrantes e refugiados, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais sofrem desvantagens específicas que se sobrepõem, aumentando sua vulnerabilidade.