Nigéria proíbe saída de milhares que se juntariam ao EI

O porta-voz do Serviço de Imigração da Nigéria informou que a proibição de deixar o país foi mantida durante mais de 15 meses e terminou em março de 2015

Lagos – As autoridades da Nigéria proibiram a saída de 23.471 pessoas que planejavam viajar ao exterior para se unir a organizações terroristas como o Estado Islâmico (EI), os talibãs e a redes criminosas e de prostituição.

O porta-voz do Serviço de Imigração da Nigéria (NIS, sigla em inglês), Emeka Obua, informou nesta terça-feira que a proibição de deixar o país foi mantida durante mais de 15 meses e terminou em março de 2015.

A maioria dos afetados por esta medida planejavam sair da Nigéria para se unir ao EI ou aos talibãs, afirmou Obua em declarações recolhidas pelo jornal local “The Punch”.

A proibição afetou um total de 18.555 nigerianos, que não puderam viajar ao exterior em 2014, e 4.916 que também não puderam fazer o mesmo nos três primeiros meses de 2015.

O NIS conseguiu impedir os suspeitos após intensificar as medidas de controle aos nigerianos que viajam ao exterior “para fazer coisas que são contrárias a si mesmos e à imagem do país”, declarou Obua.

“Antes da chegada do EI, o NIS já estava lutando contra a emigração ilegal, organizada ou não. As autoridades nigerianas sempre tentaram parar os jovens nigerianos que viajam por motivos duvidosos. É fácil saber pela pouca idade”, afirmou.

No entanto, Obua reconheceu que muitos deles recebem ajuda e conseguem driblar os controles de imigração.

“Nossas amplas e extensas fronteiras também não são de grande ajuda neste assunto e o NIS não tem pessoal suficiente para controlar toda a fronteira”, admitiu.

Na semana passada, dois homens jovens nigerianos foram detidos na Índia em seu caminho para se unir ao EI, segundo informou a imprensa local. Os dois jovens, identificados como Imran Kabeer e Sani Jamiliu, foram detidos pela polícia na região indiana do Punjab.

Várias mulheres e meninas nigerianas também são recrutadas por redes de tráfico de pessoas para exercer a prostituição no exterior.