Netanyahu minimiza críticas de Obama a seu discurso

Obama assegurou que o discurso não continha nada de novo e que o primeiro-ministro não ofereceu alternativas viáveis

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, minimizou nesta quarta-feira as críticas do presidente Barack Obama a seu discurso no Congresso, no qual alertou que um futuro acordo sobre o programa nuclear não impedirá Teerã de conseguir a arma atômica.

Obama, que não quis se reunir com Netanyahu durante sua visita de 48 horas a Washington, assegurou que o discurso não continha nada de novo e que o primeiro-ministro não ofereceu alternativas viáveis.

Netanyahu insistiu, no entanto, que “apresentou uma alternativa prática, que imporá novas restrições ao programa nuclear iraniano”.

“Também pedi ao grupo 5+1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) que vincule a suspensão das sanções ao fato de que o Irã deve abandonar seu apoio ao terrorismo no mundo, suas agressões contra seus vizinhos e seus discursos para destruir Israel”, declarou o dirigente israelense depois de sua visita aos Estados Unidos.

O premiê também afirmou ter recebido “respostas animadoras de democratas e republicanos depois de seu discurso”.

“Entenderam que a proposta atual levará a um mau acordo e que a alternativa é um acordo melhor”, acrescentou.

Netanyahu afirmou na terça-feira, ao discursar no plenário do Congresso americano, em Washington, que um acordo para por fim ao programa nuclear iraniano como o que está sendo negociado atualmente com o Irã é ruim e que todos ficariam melhor sem ele.

Em um discurso histórico no Capitólio, em forma de desafio ao presidente americano, o líder israelense lamentou “um péssimo acordo”, alertando para o risco de “uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio”.

Em resposta a este discurso, Obama considerou que o premiê não apresentou ao Congresso “nenhuma alternativa viável” ao projeto de acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Segundo o presidente americano, Netanyahu não “trouxe nada de novo”, considerando que se as negociações com o Irã tiverem sucesso, “será o melhor acordo possível para impedir que o Irã se dote de uma arma nuclear”.