Dólar R$ 3,27 0,13%
Euro R$ 3,64 0,23%
SELIC 11,25% ao ano
Ibovespa -0,51% 63.761 pts
Pontos 63.761
Variação -0,51%
Maior Alta 3,64% FIBR3
Maior Baixa -2,44% CIEL3
Última atualização 29/05/2017 - 17:21 FONTE

Negociações com UE serão apertadas, diz secretário britânico

David Cameron tem prometido rever a relação do país com a União Europeia em um referendo nacional sobre a adesão ao bloco no final de 2017

Londres — As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia sobre os novos termos de adesão do país ao bloco devem ser bastante disputadas, com algumas questões sendo resolvidas apenas durante a reunião dos líderes europeus na quinta-feira, disse hoje o secretário de Relações Internacionais do Reino Unido, Philip Hammond.

Em uma entrevista para a mídia britânica, Hammond afirmou que a UE concordou com o princípio de que o Reino Unido deve ter um regime especial para novos imigrantes – como restrições de acesso a benefícios sociais. A concessão representa uma vitória das autoridades britânicas que, no entanto, ainda precisam discutir com os demais países como isso acontecerá.

“Ainda temos que negociar o que exatamente esse novo regime significa”, disse. “Não acredito que isto será resolvido antes de quinta-feira. O assunto vai estar na pauta quando o primeiro-ministro se reunir com o Conselho Europeu”, acrescentou.

David Cameron tem prometido rever a relação do país com a União Europeia em um referendo nacional sobre a adesão ao bloco no final de 2017. A consulta, no entanto, pode acontecer já na metade do ano caso os demais países do bloco concordem com suas propostas na reunião desta semana.

O plano de Cameron para obrigar imigrantes a esperar quatro anos antes de poder ter acesso a benefícios sociais é a medida mais polêmica das propostas. Para Hammond, limitar essa espera a um ano não seria o suficiente.

O secretário afirmou que, caso o seu país não consiga um compromisso nas quatro principais questões levantadas por Cameron – a relação entre os membros da UE dentro e fora da zona do euro, soberania nacional e o acesso a benefícios sociais – “continuaremos apenas no falatório”.

“Nossos parceiros europeus entendem que precisamos de um acordo robusto em cada uma dessas áreas para que o povo britânico vote por continuar dentro da União Europeia”, disse.

Fonte: Dow Jones Newswires.